República




Viva a República,
Salve bendita Democrácia.
O alistamento compulsorio,
E o voto Obrigatório!

Um viva á República,
Salva a Patria Democratica,
Nossa riqueza, repartida,
Nas mãos da minoria,
Nas garras dos Partidos,
Exportadas pelo mundo!

Glória aleluia,
Nossa república
E a Pátria em Pedaços,
Sequestrada sem resgate,
Por esta corja Deputada!
E, o Senado Democrático...
Que faz do objeto público,
Seu brinquedo Particular.
A patria dos Partidos,
Parte Rica… Maior parte, Miseráveis.

Viva a República,
Salve Democrácia,
Alistamento e Voto
Obrigátorios.
Proclamam os Capitães do mato,
No engenho da República,
No feudo Democrático,
Salve vasalagem!

Salve República Democrática,
Que farão tambem das riquezas
Naturais,
Distribuição entre os iguais a eles!

O partido brasileiro


Cidadão brasileiro por um acaso já notaste a variedade de nossa flora, a multiplicidade de nossa natureza, as variações de nossa raça e os nossos partidos?
Nossa flora e fauna têm explicação, ela é maravilhosa uma das inúmeras grandezas desta nação, fato que a torna invejável perante os olhos estrangeiros, ‘Gigantes pela própria natureza”. O mundo todo vive aqui, é o coliseu das raças!
E este tanto de partidos políticos, qual sua origem, aplicação, utilidade?
Infelizmente esta espécie, tipicamente brasileira é nova, segundo o catalogo nacional esta surgiu a partir da Independência da Colônia. O macho dominante de “Direita”, os jovens da “Esquerda” e situada um pouco mais abaixo da cadeia alimentar esta o “Polvo” sua principal fonte de alimentação.
Estudos mostram que nem todos que são da “direita” são destros e vice-versas. No seu habitat natural raramente Direita e Esquerda andam juntos, a única coisa que os une é a presença de um terceiro “Predador”. Quando isto acontece trava se uma grande batalha, onde o vencido é o “Polvo”. Algumas vezes o “Polvo”reagem e se entrega a um único predador.

Conversa de burgues


Veja aquele homem…
Que homem?
Debaixo da ponte entre os esgotos,
Não vejo nada, só escrotos.
Olha de novo;
Pensando bem não é escroto,
Fede como um cão,
Rasteja como rato,
Pega…
Vira…
Rasga o saco.
Por onde anda prefeitura
(que não aterra esse esgoto?)
e a zoonose que,
(que não extermina esses ratos?)

mas aquilo não é bicho, é um homem.

Onde?

No meio dos cães,
Entre os ratos,
Vestindo trapos,
Rasgando sacos,
Comendo migalhas,
Bebendo lavagem,

Matilha de selvagens,
Bando de miseraveis,
Parecem homens, mas não são.
Estão mais pra animais.
Homens são sensatos,
Locazes… racionais.
Então devem ser anomalias geneticas,
Mutantes, outro tipo de animais!

Vidas Secas


Cai chuva no telhado
batido e ressequido deserto da terra,
Escorrre pelo sulco machucado,
de uma heran;ca disgraçada
de um mundo injustiçado
da mãe desconsolada,
Pela criança abandonada,
Pelo velho sufocado,
Nas mãos... Nos olhos,
afogando o coraçao.

Caí chuva... e te mole terra.
Na garganta mais profunda, dela.
Pelos vales e depressões,
no mais obscuro ponto
do sagrado coração.

Caí chuva... Escorre no telhado,
sangra caneta,
do poeta triste... Agoniado.
Pela loucura e ingentileza,
de um homem e seu povo;
Que deixa sua gente se afogar,
nas lágrimas da miséria.
Onde muitos morrem,
Sem choro... Sem vela.
Enterrados no esquecimento,
do cemitério sem saudades.
Solidão...
Sem nome... Nem passado.
Incomunicáveis...
Almas penadas.
Sem direito... Sem saber.
Essa legendaria dinástia,
dos desprezados da morte,
dos repudiados da vida.

Quém contará a geanalogia
dos esquecidos?
Quem se lembrará ou conhecerá,
os seres... que bateram,
como chuva no telhado,
que um dia cai,
em outros não existem mais.?

Eternamente lembrados,
meus esquecidos.

Esquecidos pela Eternidade,
como rastro apagado,
Como um buraco no espaço,
que em outros tempos se passaram por estrelas,
e hoje são apenas algo a ser desviado.
Será que terão outra chance,
quem sabe o pegar o que sobrou,
e levar tudo pra outro lance,
poderão ter um revanche?

Anjo Você




Quando os sonhos morrem

As cortinas se fecham,
As luzes se apagam,
A mente esquece.

Quando os sonhos morrem

A esperança perece,
A vida padece,
Você não liga,
Nada acontece.

Quando os sonhos morrem

Amizade então não é sincera,
Nada alegra,
O amor azeda,
O dia anoitece
O sonho se perde.

Quando os sonhos morrem

A noite chega,
Fria e solitária.
O sono se nega,
Os olhos perecem,
E as lagrimas secam.
Você se ilude e agradece.
E por ela pede.

Quando os sonhos não querem.
Vinde a mim morte.
E aos poucos,
De uma vez.
Se entrega... Ela.
Escuridão... Tão vazia,
Solidão!

Quando os sonhos estavam já por morrer,
Encontrei no caminho,
Uma luz,
Esse anjo você.

Milagre às vezes pode acontecer,
O dia pode raiar,
A esperança pode ate renascer,
E a vida pode achar outro caminho,
Mais uma razão.
Tudo por causa,
Do anjo você.

No milagre da vida,
Onde tudo desacontece,
Vem você e me aparece!

Temos mesmo que casar?


Temos mesmo que casar,
Não podemos apenas ficar?
Você de lá,
Eu de cá?
Um na casa da mãe,
Outro na casa do pai?
E se não der certo?
Não quero divorciar.

Temos mesmo que casar,
Não podemos apenas ficar?
Fim de semana agente
Se encontra,
Só pra namorar.
Viu…
Assim é melhor..!
Você de lá eu de cá.

Temos mesmo que casar,
Não podemos apenas ficar?
A camisinha rompeu.
Hum… papai não vai gostar
Assim do Junior.
Uma casa vamos comprar,
Que sabe alugar… Anda (…)
Senão no vestido
Não vou entrar!

Apressadamente,
Tive que casar,
Filho não segura homem,
Mas o velho ameaçou
Sua filha enviuvar.
Mas sabe… até que estou gostando,
A vida a dois… Espera três
Está me cativando.
Um anjo está prestes a nascer,
E até suas asas crescerem
Sou eu quem vai cuidar.

Vestibular


Dizem que eu tenho que passar,
Na prova do vestibular,
Se quiser um respeitado cidadão
Me tornar.
Da escola publica oriundo,
É fácil... É só mil,
Que tenho que matar.
Que gente sem cabimento,
Com a conta-corrente afogada no dinheiro,
Por que não vai pra particular
Ou no estrangeiro estudar?

Depois de cinco anos só estudando
Eu vou mesmo é pra particular!

É só apresentar o RG e pronto,
Dr. Fulano vou virar.

Já estou quase lá... Barbaridade!
Se a mensalidade não me matar,
O fisco vai providenciar.

Quem foi que disse mesmo:
Vestibular?
Eu tenho que passar?
E a hipocrisia,
Aprendo com a sociedade,
Ou esse curso é só de lá?

Vestibular que nada,
Eu quero ser Parlamentar
E minha aposentadoria assegurar!
É claro se a comissão
Para atrapalhar
Inquérito.
Não embargar.
Pensando bem quero ser pião,
Com dinheiro, mulher e fama,
Posso da novela da globo,
Participar.
Eta...
Maldito vestibular!
E a hipocrisia não estar por lá?

Com que aprendi na escola publica,
Não da nem pra participar,
Quem paga a inscrição?
O governo leva setenta por cento,
Do meu salário de impostos
Na contribuição pro mensalão.

Vendi a ética e paguei a inscrição.

Maldito vestibular!
Horas e mais horas só estudando,
Alguém lembra que pobre,
Precisa trabalhar?
Dobrando o expediente,
Um cursinho vou pagar.
Os cabelos já estão ficando brancos
E não é de estudar!

Socorro…

Mãe passei no vestibular,
Anda véia me da aposentadoria,
Pra ajudar o material a pagar!